
(ou como uma menina-mulher maravilhosa e um cara extraordinário resgatam a beleza de sermos nós mesmos)
Júlia Roberts já pode se aposentar, tranquila com uma legítima sucessora. Impossível não ser cativado e ficar feito bobalhão seduzido quando surge na telona a encantadora Jennifer Garner. Cada gesto, fala, olhar, ação e sorriso dela nos envolvem completamente. Fazia tempo que não surgia em Hollywood alguém tão doce, divertida, carismática e bela como ela. Seu charme e magnetismo fazem valer cada cena em que toma conta na comédia romântica “De repente 30”.
Estrela de mais um batido e bonitinho conto de fadas moderno? Não, o filme é obrigatório para qualquer um que um dia teve saudade dos valores mais puros e verdadeiros da infância [por que muitos se esquecem dos eternos anos incríveis?]. Conta a história de uma menina de 13 anos que, cansada de ser sacaneada pelas meninas “mais descoladas” da escola, sonha em acordar e já ter 30 anos. Ela consegue. De repente é uma linda mulher de 30 anos, editora bem-sucedida de uma revista de moda.
Sonho realizado de fama, sucesso e um ótimo salário? Não quando descobre que se tornou uma poderosa fútil, egoísta, vazia e impiedosa.
Como vai resgatar o que a vida lhe tirou de inocência e beleza? Sendo ainda por dentro aquela menina especial de 13 anos.
Você já viu isso antes, com o ótimo “Big, Quero ser grande”. Mas, Tom Hanks que me perdoe, “De repente 30” parece ainda mais irresistível. Por Jennifer. E também por Mark Ruffalo, que faz no filme o ex-amigo gordinho da menina apaixonado por ela na infância. O personagem de Mark aos 30 anos torna-se um fotógrafo sensível e batalhador [vive longe das vaidades e vazio do mundo da moda] e, claro, ajudará sua antiga paixão infanto-juvenil. Por que o cara também faz valer o ingresso? Porque o personagem de Mark Ruffalo é aquele típico boa praça que a gente faz tudo para ser amigo dele e casá-lo com nossa irmã. E tá, meninas, o cara ainda é daquela espécie em extinção: bonitão sincero, romântico, roqueiro de bom gosto e amigo fiel; parece o Zé...
Filme fundamental para botar o astral lá em cima e lembrar de quão especial e verdadeiro já fomos nos tempos em que éramos iguais aos nossos sonhos de moleque ou menina.
PS - Se você era moleque nos anos 80, vai pirar com a deliciosa trilha-sonora da época.

